“Não mudaria absolutamente nada”, diz prefeito sobre falta de tapa-buraco em Joinville

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O prefeito de Joinville, Udo Döhler, disse nesta terça-feira (02) em entrevista ao programa Conexão Direta, com Beto Gebaili, na Rádio 89FM, que não mudaria “absolutamente nada” na forma em que conduziu as negociações com as empresas responsáveis pela manutenção da operação tapa-buraco na cidade. As empresas pediam reajustes nos contratos e a Prefeitura negou, o que paralisou os trabalhos durante alguns meses e deixou a cidade com diversos problemas em várias ruas.

Segundo o prefeito, não aceitar a pressão das empresas por aditivos nos contratos deu a segurança para, daqui para frente, o município poder continuar a pavimentação sem interrupção até o final do seu governo. “Não mudaria absolutamente nada. Seria muito cômodo conceder reajustes de 25% aos fornecedores e tudo estaria resolvido, estaríamos vivendo num momento de tranquilidade… Mas esses recursos nos faltariam agora para acelerar a pavimentação”, comentou. Ainda durante a conversa, o prefeito confirmou que além dos R$ 60 milhões conseguidos juntos ao Banco do Brasil, o executivo municipal vai conseguir agora mais R$ 100 milhões para continuar – sem parar – asfaltando novas ruas em Joinville.

Ouça, na íntegra, a entrevista do prefeito Udo Döhler, ao programa Conexão Direta
com Beto Gebaili.

Veja outros tópicos abordados durante entrevista do prefeito Udo Döhler:

– Obra do Rio Mathias terminada até o fim do mandato:

“Essa é a nossa busca. Gostaríamos que essa obra já estivesse concluída, estamos tendo esse problema com as empresas que não estão tendo fôlego financeiro suficiente e ela já poderia estar mais adiantada. Não se trata de atraso nos pagamentos, porque são recursos a fundo perdido [não vem do caixa da Prefeitura], já teríamos até interrompida essa obra, não o fizessemos, porque no momento que isso acontecer, estaremos perdendo aí cerca de R$ 40 milhões e isso não seria bom nesse momento.”

– Ponte do Adhemar Garcia ao Boa Vista:

“Nós dependemos do licenciamento ambiental, foge da alçada do município, ele está em curso e está na reta final. Os recusos já estão liberados há mais de um ano e meio. O governo estadual não aportou os recursos, então nós resolvemos contratar com recursos nossos, com os 40 milhões de dólares vindos do Fonplata.”

– Transporte público, empresas cobram dívida da Prefeitura:

“Não reconhecemos essa dívida, essa dívida está sendo questionada em juízo. Neste intertempo, surge uma sentença que nos obriga a reajustar os preços pela inflação. Mas agora o judicionário determinou que dentro do prazo de quatro anos deva acontecer a licitação e isso já está em curso.”

– Nova sede da SAMA e espaço na Arena Joinville:

“Existem espaços disponíveis na Arena hoje e eles serão ocupados pela Secretaria da Educação. Já sobre a SAMA, tivemos esse acidente com o prédio que o município locou e aí tivemos a seguinte decisão: de criar o nosso Centro de Atendimento ao Cidadão. Vamos agrupar, no mesmo espaço, a Secretaria da Saúde, a SAMA e o Procon. Então teremos num só espaço cerca de 500 servidores que vão atender a população, ali na João Colin (antigo Shopping América). Isso vai permitir com que o cidadão vá a um lugar só e lá resolva todos os seus problemas.”

– Projeto de lei que prevê cobrança das empresas de aplicativo para uso da malha viária da cidade:

“Esse projeto nós encaminhamos para a Câmara de Vereadores para ter um tratamento igual entre o taxista e o aplicativo. Hoje o aplicativo não recolhe nenhum tributo e nenhuma taxa ao município. Isso já acontece em tantas cidades do país e queremos regularizar isso. Melhorar um pouco a sinalização, aplicando ali uma indicação no parabrisa, até para a segurança de quem for utilizar o aplicativo. Hoje há um risco muito grande, esses automóveis – por vezes – eles não estão identicados e isso causa insegurança para a população e por isso encaminhamos este projeto para a Câmara de Vereadores.”