Santa Catarina reduz geração de resíduos desde início da pandemia

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O Instituto do Meio Ambiente (IMA) verificou redução na quantidade de resíduos gerados e destinados em Santa Catarina nos meses de março e abril, após a adoção de restrições decorrentes da pandemia de coronavírus. A pesquisa refere-se à boa parte da geração e destinação dos resíduos, como os da indústria, por exemplo, mas não leva em consideração resíduos urbanos, da construção civil e logística reversa, que são registrados em frequência semestral.

Os dados são provenientes do Sistema de Controle de Movimentação de Resíduos e de Rejeitos, plataforma online do IMA que coleta e compila dados sobre os resíduos gerados ou destinados, permitindo a rastreabilidade.

Segundo o monitoramento, a destinação de resíduos começou a decrescer no mês de março, sendo que em abril houve uma queda mais expressiva. Em fevereiro, antes da pandemia, foram destinadas 565.335,56 toneladas de resíduos, já no mês de abril essa quantidade caiu para 464.652,48 toneladas, representando uma redução de 18%.

Mas não foi somente a destinação de resíduos que decresceu, a geração destes em empreendimentos catarinenses também. No mês de fevereiro, foram geradas 487.560,58 toneladas de resíduos, já no mês de abril essa quantidade caiu para 407.443,96; representando uma queda de 16%.

Os resíduos do processamento de madeira e da fabricação de painéis, mobiliário, papel e celulose foram os que apresentaram a maior queda na geração, 7%. Sendo que destes, a quantidade de resíduos do processamento de madeira e fabricação de painéis e mobiliário foram os mais impactados.

Os resíduos urbanos não entram neste monitoramento, pois não necessitam MTR, mas semestralmente os aterros sanitários encaminham o inventário de resíduos ao órgão ambiental catarinense.